História

O casal, Dona Matilde Rocha Barros e Dr. Nelson Lobo de Barros, foram os fundadores da Casa do Cristo Redentor. Ela, poetisa. Ele, economista, ocupando cargo de alto escalão no banco Banespa nas décadas de 50/60. Por volta de seus 40 anos, Dona Matilde foi acometida de grave enfermidade física. Na busca pelo seu reestabelecimento foi até Pedro Leopoldo - MG, falar com o médium Francisco Cândido Xavier, oportunidade em que receberam uma mensagem espiritual de Dr. Bezerra de Menezes sendo orientados a empreender um projeto com o objetivo de amparar crianças carentes.

O sítio localizado em Itaquera, com sete alqueires, herança de família da Dona Matilde. O casal, alimentando forte ideal, resolveu construir uma casa para crianças órfãs e/ou abandonadas. Então, em 27 de dezembro de 1956, após muitas providências e esforços, foi fundada a Entidade e os projetos de construção se iniciaram.

A obra planejada absorvia, não só recursos financeiros incalculáveis, mas também disciplina, trabalho, paciência e esforços físicos incomuns. No Centrinho, hoje Fraternidade Cristo Redentor, se reunia um pequeno grupo para estudos da Doutrina Espírita.

O Projeto era uma realização para o futuro - que hoje é presente - e não uma casa abrigo para ocupação imediata. A Casa do Cristo Redentor, incluindo a Fraternidade Cristo Redentor, é uma pequena cidade, com ruas asfaltadas, rede elétrica e de esgotos, reservatórios, dormitórios e prédios adjacentes, prédio administrativo, prédios acessórios, teatro, sala de música, biblioteca, restaurante industrial, bosque, jardins, áreas de lazer, oficinas de marcenaria, costura, mecânica, centro de reciclagem e quadra poliesportiva.

Além da obra magnífica, o casal ainda realizou um trabalho espiritual de cunho elevadíssimo com belíssimas pregações do Evangelho de Jesus nas reuniões de domingo e as orientações espirituais, são alguns exemplos. Dr. Nelson escreveu os livros "A Mensagem do Apocalipse" e "O Evangelho Segundo João" através da compilação das palestras proferidas nas reuniões de domingo. Já Dona Matilde, uma poetisa, publicou o livro "Roteiro de Luz".

As primeiras doze crianças amparadas pela Casa puderam conviver com a sua fundadora (nesta época, Dr. Nelson já havia desencarnado) e, juntamente à realização da obra, foram organizadas as tarefas da Fraternidade, como o amparo a 50 famílias efetivas e outras várias avulsas, compreendendo cerca de 250 pessoas, que recebiam ajuda através de alimentos, orientações e preleções do Evangelho.

Para realizar o empreendimento, o casal abnegou de todos os seus recursos. Muitos amigos contribuíram na concretização dessa obra, dos quais destacaram-se o Dr. Dorival Sortino e seu pai, Sr. Mário Sortino, além da importante ajuda de muitos empresários e da fundação Banespa.